Pedro Páramo é o primeiro de dois livros lançados em toda a vida de Juan Rulfo.
O
enredo, simples, trata da promessa feita por um filho à mãe moribunda,
que lhe pede que saia em busca do pai, Pedro Páramo, um malvado lendário
e assassino. Juan Preciado, o filho, não encontra pessoas, mas defuntos
repletos de memórias, que lhe falam da crueldade implacável do pai.
Vergonha é o que Juan sente. Alegoricamente, é o México ferido que grita
suas chagas e suas revoluções, por meio de uma aldeia seca e vazia onde
apenas os mortos sobreviveram para narrar os horrores da história.
O
realismo fantástico como hoje se conhece não teria existido sem Pedro
Páramo, é dessa fonte que beberam o colombiano Gabriel García Márquez e o
peruano Mario Vargas Llosa, que também narram odisséias
latino-americanas. 
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