Por Marcos
No
dia 2 de outubro de 1992, o pavilhão 9 da casa de Detenção Carandiru foi o
cenário de um dos episódios mais sangrentos da história penitenciaria mundial.
Quase 25 anos depois, o caso ainda é alvo de controvérsia. De um lado, o chefe
da operação diz que agiu no estrito cumprimento do dever. Do outro, grupos de
direitos humanos acreditam que houve intenção de exterminar os presos e
reclamam que ninguém foi punido.
Mesmo passado 25 anos do massacre,
ninguém foi punido ou preso. 2001, submetido a júri popular, o coronel Ubiratan
Guimarães foi o único condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102
detentos. Contudo, conseguiu o direito a recorrer em liberdade.
Após o massacre, os presos
sobreviventes foram obrigados a descer para o pátio da Casa de Detenção.
Alguns foram obrigados a transferir
os corpos das vitimas até o primeiro andar do pavilhão, onde foram empilhados,
mudando assim o cenário do episódio e impossibilitando o trabalho da
pericia.
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